Sentada na beirada da cama com as mãos no rosto e os braços apoiando-se pelos cotovelos no joelho. De repente ela levanta-se bruscamente e faz um gesto com as mãos como se jogasse algo pro ar.
Respira fundo e desabafa: - Chega! não aguento mais isso, vou embora daqui, desse lugar, desse tempo, desse clima.
Olha para a porta fechada que parece puxá-la.
- É a última vez que piso aqui, nada mais me interessa aqui, nada me prende aqui, que vou fazer continuando por aqui? Nada vezes nada. Então? tô certa, vou embora, é o melhor a fazer.
E então decide seu futuro, como se pudesse. Ele a trocou, e desde então nada parece se encaixar ou dar certo para ela. Ele destruiu o seu futuro, isso sim. Ou pelo menos jogou sobre ele um trauma fuminante que a derrubou a uma gravidade imensurável.
Esse é o poder que tem alguém ao destroçar o coração da gente.
Pior que um tapa, ou até um golpe de faca, é partir um coração.
As cicatrizes são imensas e doloridas, e de quebra, têm o poder de endurecer o coração, o que é pior, pois nos impede de prosseguir com nosso sonho de amar sem limites.
Tudo parece estar contra nós, e por mais bem intencionado que o outro esteja, não acreditamos e acabamos cometendo o terrível erro de fazer comparações com relações anteriores.
Lastimável.
Seria bem mais simples não amar... bem menos doloroso, bem menos sofrido, menos trabalhoso.
Não precisaria treinar a cabeça e o coração pra esquecer e não precisaria me arrepender por um milhão de coisas que fiz sem medir esforços.
Seria tão mais simples não amar. . .
Mas isso foi impossível.


05:56
Gerllany Amorim
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